Não é nova a errônea idéia de que a graça divina possa ser usada por alguns supostos cristãos como pretexto para continuar pecando. O Apóstolo Paulo, no capítulo 6 de Romanos, aborda essa questão com bastante preocupação, deixando muito claro que o fato de termos sido alcançados pela graça salvívica não pode ser usado como desculpa para permanecermos no pecado. No v. 1, ele indaga: "Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?".E, imediatamente, responde: "De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?"(v. 2).
Assim, não é possível aceitar que aquele que alega ter nascido de novo permaneça na prática dos mesmos pecados outrora cometidos antes de seu nascimento espiritual. De fato, isso não significa que não estejamos sujeitos a pecar. É claro que o cristão continuará exposto às tentações. Porém, Paulo esclarece que tais pecados não podem mais nos DOMINAR (v.14) do mesmo modo que antes de entregarmos nossas vidas a Cristo. E aqui, encontramos outro ponto interessante quando o Apóstolo faz um questionamento bem marcante. No v. 16, ele pergunta: "Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?"
Assim, entendemos que quando o homem abandona sua vida pecaminosa, ele deixa de ser servo do pecado, PORÉM, passa a ser servo da OBEDIÊNCIA a Cristo, ou seja, ele passa a ser livre DO PECADO, no entanto, isso não o isenta da permanência de sua condição de SERVO, mas agora DA JUSTIÇA (v.18). Isso significa que o crente não pode sair por aí dizendo que uma vez liberto e alcançado pela graça divina, isso faz dele um homem totalmente livre já que a graça supostamente cobriria todos os seus erros. De modo algum! Na verdade, o verdadeiro crente simplesmente TROCOU de SENHOR. Em outra época, ele servia ao pecado; agora, serve à justiça.
Infelizmente, está cada vez mais em voga essa falsa noção, amplamente difundida em nosso meio, de que ao aceitar o dom gratuito da salvação, o homem se torna livre para fazer o que bem entender. Porém, fica bastante explícito neste texto bíblico que para os que decidem continuar "apresentando seus membros à imundícicia e à maldade" (v.19), o salário oferecido é a MORTE (v.23), enquanto que para aqueles que optam por "servirem à justiça para santificação"(v.19), o prêmio é a VIDA ETERNA (v.23).
Portanto, façamos nossa escolha, cientes de que, seja qual for nossa decisão, continuaremos a servir a algo ou alguém. O que vai fazer a diferença, de fato, é o SENHORIO que almejamos sobre nossas vidas. Sendo assim, a minha oração é para que escolhamos o Senhor que nos dê o melhor fruto, libertando-nos dos nossos pecados, mediante arrependimento e obedecendo ao único que é capaz de nos trazer a felicidade plena: o Senhor Jesus!
"Mas agora, LIBERTADOS do pecado, e feitos SERVOS de Deus, tendes o vosso fruto para santificação..." (v. 22). Será que vale a pena "crucificar nosso velho homem" (v.6), apresentando-nos a Deus "como instrumentos de justiça" (v.13) ou permaneceremos escravizados por nossos pecados crendo que assim a graça será mais abundante?
Se escolhermos a segunda opção, deveremos responder ao questionamento inicial de Paulo: "Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?"(v. 2). Oxalá prefiramos ser "ESCRAVOS" de Cristo, pois a estes está prometido o maior de todos os galardões: "...e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna" (v.22).
Por Nívia Vale



O melhor deste estudo é que ele esclarece que nós apenas mudamos de Senhor! Antes, nosso senhor era o pecado e isso nos fazia escravos das más obras. Mas agora, libertos por Jesus Cristo, nosso senhorio mudou; AGORA somos escravos de Cristo, pois Ele é nosso SENHOR. Isso nos impõe a necessidade de boas obras, o que a Bíblia chama de santidade. Em Cristo, somos os escravos mais AMADOS do mundo. Glória a Deus por isso!
ResponderExcluir.
ResponderExcluir