segunda-feira, 16 de setembro de 2013

QUE "GRAÇA" DESGRAÇADA É ESSA?


Denomino de "graça" desgraçada aquela "graça" não bíblica, fora de Jesus Cristo, inventada e disseminada por homens sem temor a Deus, que não se submetem às escrituras, que transtornam os pensamentos dos incautos e que desprezam o conhecimento de Deus (Rm. 1:28).

E por que chamo esta "graça" de desgraça? Por que esta graça é estranha ao evangelho revelado por Jesus Cristo; na verdade é outro evangelho e por isso é desgraçada!
As escrituras sagradas me mostram que a verdadeira graça divina não só é capaz de salvar o pecador de seus mais nefastos pecados, como também é capaz de livrá-lo da escravidão deste pecado.

"Por que o pecado NÃO TERÁ DOMÍNIO sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça." (Rm. 6:140)

Resumindo: O adúltero deixa de ser adúltero, o gay deixa de ser gay e etc... O verdadeiro agraciado não se deixa mais dominar por pecado algum; ele não se conforma em estar no pecado e a cada dia se parece mais e mais com Cristo; ele busca a santidade (Rm. 6:19). Ele é um pecador liberto da escravidão e o domínio do pecado (Rm. 6:22). Ele está sujeito a pecar, mas já não pode mais viver pecando!

Ora, o verdadeiro cristão está em ascendência, em novidade de vida(Rm. 6:4) e seus membros não podem mais ser escravos de baladas regadas a adultério e promiscuidade e sim instrumentos de justiça (Rm. 6:14). O verdadeiro cristão não se amolda a este mundo e nem tolera o pecado, antes, o condena com veemência (Ef. 5:11). E aqui ressalto aos que pretendem distorcer minhas palavras que condenar o pecado é bem diferente de odiar o pecador! (Jo. 8:11)

Se alguém foi verdadeiramente atingido pela graça bíblica, então, este alguém deve praticar boas obras sim, pois elas são o resultado (e não a causa) de todo agraciado (Ef. 2:10). "Cristão" que se diz agraciado mas que não têm mudança de vida, não crucificou sua carne, continua escravo dos seus pecados e não está mergulhado na verdadeira graça salvívica(Gal. 5:24).

O apóstolo Paulo chamou de maldito todo evangelho falsificado; eu continuo a chamar de desgraçada toda imitação da graça divina, que não salva ninguém e ainda mantém os incautos perdidos. "Graça" que não busca a santidade e que não vê diferença entre bem e mal não é a graça revelada por nosso senhor Jesus Cristo (Rm. 2:7-10).


Confesso que Deus encerrou a todos debaixo do pecado para também com todos usar de misericórdia (Rm. 11:32). É por isso que no final das contas só existem dois tipos de pessoas perante Deus: os pecadores salvos e os pecadores condenados.

A diferença entre eles é que o pecador salvo não se conforma com este mundo(Rm. 12:2) e nem se amolda ao pecado; ele nasceu de novo em Cristo (Rm. 3:24), foi liberto da escravidão do pecado (Rm. 6:14) e por isso não vive pecando (1 Jo 5:18). Ao mesmo tempo em que o pecador salvo condena o pecado (1 Cor. 1:5) ele não deixa de amar o pecador (1 Cor. 13:13). O pecador salvo entende que a santificação é um dever e não uma opção(Rm. 12:21); ele dá frutos e o crescimento espiritual é sua meta (Rm. 13:12-14). O pecador salvo não se alegra com o pecado e por isso diz a verdade do evangelho; não negocia com o pecado, ainda que tal postura possa trazer-lhe sofrimentos e inimigos(1Pe. 2:20).

Não estou dizendo que o pecador salvo não peca; isso seria tolice! O que a Bíblia me diz é que o pecador salvo, ao contrário do pecador condenado, faz a sua natureza pecaminosa morrer todos os dias (Col. 3:5-10); ele não vive pecando, apesar de estar sujeito a pecar. É por isso que quando peca, pode recorrer em alegria a seu advogado, Jesus Cristo (1 Jo. 2:1)

Infelizmente esse não é o caso do pecador condenado...

Esse se revoltou contra Deus a tal ponto que o próprio Deus o entregou à perdição (Rm. 1:28). Ele continua escravo do adultério, da fornicação, da lascívia, da mentira e de todos os pecados que o afastam de Deus. É por isso que o pecador condenado precisa inventar uma "graça" desgraçada para se esconder; uma "graça" que não busca santidade. Este pecador, ao contrário do pecador salvo, é inimigo declarado de Deus (Rm.8:7-8) e não tem lugar em seu reino (Ef. 5:5-6). Este pecador está condenado (Tito 3:11)justamente por que se acomodou em seu estado pecaminoso; vive no pecadovoluntário e por isso está além do alcance da graça salvadora de Jesus Cristo (Heb. 10:26). Para este pecador condenado, só lhe resta aguardar o castigo horrível de Deus (Heb. 10:27), pois este ultrajou o sangue da aliança em Cristo (Heb. 10:29).

Se alguém se diz cristão e, mesmo assim, permanece na prática voluntária do pecado, não busca a santidade em Cristo e se acostumou a pecar, este se engana a si mesmo ea verdade não está nele, pois nunca conheceu a Cristo (1 Jo. 3:6).

Infelizmente é mais fácil taxar de legalista o autor deste estudo do que fazer como os crentes bereanos e conferir, dentro do contexto, cada passagem bíblica que citei aqui. Termino admoestando aos que tem ouvidos para ouvir:

"Considerai, pois, A BONDADE E A SEVERIDADE de Deus: para com os que caíram, SEVERIDADE; mas, para contigo, a BONDADE de Deus; SE NELA PERMANECERES; doutra sorte, TAMBÉM TU SERÁS CORTADO." (Rm 10:22)



A verdadeira graça de Jesus Cristo exige santidade do agraciado! Esta santidade não é um mecanismo para o homem se salvar, não é a causa de sua salvação (caso contrário não seria graça) e sim o fruto, a conseqüência de uma vida já agraciada por Jesus Cristo! Nesse contexto, entendo perfeitamente por que Tiago diz que a fé sem obras é morta!

Fé que não produz boas obras é uma fé falsa, originada de uma "graça" desgraçada e anti-bíblica e, por isso, ineficiente para salvar o pecador!


Por Emerson Vale


Nenhum comentário:

Postar um comentário