Denomino de "graça" desgraçada aquela
"graça" não bíblica, fora de Jesus Cristo, inventada e disseminada
por homens sem temor a Deus, que não se submetem às escrituras, que transtornam
os pensamentos dos incautos e que desprezam o conhecimento de Deus (Rm. 1:28).
E por que chamo esta "graça" de desgraça? Por que
esta graça é estranha ao evangelho revelado por Jesus Cristo; na verdade é outro
evangelho e por isso é desgraçada!
As escrituras sagradas me mostram que a verdadeira graça
divina não só é capaz de salvar o pecador de seus mais nefastos pecados, como
também é capaz de livrá-lo da escravidão deste pecado.
"Por que
o pecado NÃO TERÁ DOMÍNIO sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da
graça." (Rm. 6:140)
Resumindo: O adúltero deixa de ser adúltero, o gay deixa de
ser gay e etc... O verdadeiro agraciado não se deixa mais dominar por pecado
algum; ele não se conforma em estar no pecado e a cada dia se parece mais e
mais com Cristo; ele busca a santidade (Rm. 6:19).
Ele é um pecador liberto da escravidão e o domínio do pecado (Rm. 6:22). Ele está sujeito a pecar, mas já não pode
mais viver pecando!
Ora, o verdadeiro cristão está em ascendência, em novidade de
vida(Rm. 6:4) e seus membros não podem mais ser
escravos de baladas regadas a adultério e promiscuidade e sim instrumentos de
justiça (Rm. 6:14). O verdadeiro cristão não se
amolda a este mundo e nem tolera o pecado, antes, o condena com veemência (Ef. 5:11). E aqui ressalto aos que pretendem
distorcer minhas palavras que condenar o pecado é bem diferente de odiar o
pecador! (Jo. 8:11)
Se alguém foi verdadeiramente atingido pela graça bíblica,
então, este alguém deve praticar boas obras sim, pois elas são o resultado (e
não a causa) de todo agraciado (Ef. 2:10). "Cristão"
que se diz agraciado mas que não têm mudança de vida, não crucificou sua carne,
continua escravo dos seus pecados e não está mergulhado na verdadeira graça
salvívica(Gal. 5:24).
O apóstolo Paulo chamou de maldito todo evangelho
falsificado; eu continuo a chamar de desgraçada toda imitação da graça divina,
que não salva ninguém e ainda mantém os incautos perdidos. "Graça"
que não busca a santidade e que não vê diferença entre bem e mal não é a graça
revelada por nosso senhor Jesus Cristo (Rm. 2:7-10).
Confesso que Deus encerrou a todos debaixo do pecado para
também com todos usar de misericórdia (Rm. 11:32).
É por isso que no final das contas só existem dois tipos de pessoas perante
Deus: os pecadores salvos e os pecadores condenados.
A diferença entre eles é que o pecador salvo não se conforma
com este mundo(Rm. 12:2) e nem se amolda ao
pecado; ele nasceu de novo em Cristo (Rm. 3:24),
foi liberto da escravidão do pecado (Rm. 6:14) e
por isso não vive pecando (1 Jo 5:18). Ao mesmo
tempo em que o pecador salvo condena o pecado (1 Cor.
1:5) ele não deixa de amar o pecador (1 Cor.
13:13). O pecador salvo entende que a santificação é um dever e não uma
opção(Rm. 12:21); ele dá frutos e o crescimento
espiritual é sua meta (Rm. 13:12-14). O pecador
salvo não se alegra com o pecado e por isso diz a verdade do evangelho; não negocia
com o pecado, ainda que tal postura possa trazer-lhe sofrimentos e inimigos(1Pe. 2:20).
Não estou dizendo que o pecador salvo não peca; isso seria
tolice! O que a Bíblia me diz é que o pecador salvo, ao contrário do pecador
condenado, faz a sua natureza pecaminosa morrer todos os dias (Col. 3:5-10); ele não vive pecando, apesar de estar
sujeito a pecar. É por isso que quando peca, pode recorrer em alegria a seu
advogado, Jesus Cristo (1 Jo. 2:1).
Infelizmente
esse não é o caso do pecador condenado...
Esse se revoltou contra Deus a tal ponto que o próprio Deus o
entregou à perdição (Rm. 1:28). Ele continua
escravo do adultério, da fornicação, da lascívia, da mentira e de todos os
pecados que o afastam de Deus. É por isso que o pecador condenado precisa
inventar uma "graça" desgraçada para se esconder; uma
"graça" que não busca santidade. Este pecador, ao contrário do
pecador salvo, é inimigo declarado de Deus (Rm.8:7-8)
e não tem lugar em seu reino (Ef. 5:5-6). Este
pecador está condenado (Tito 3:11)justamente por
que se acomodou em seu estado pecaminoso; vive no pecadovoluntário e por isso
está além do alcance da graça salvadora de Jesus Cristo (Heb. 10:26). Para este pecador condenado, só lhe resta aguardar o
castigo horrível de Deus (Heb. 10:27), pois este
ultrajou o sangue da aliança em Cristo (Heb. 10:29).
Se alguém se diz cristão e, mesmo assim, permanece na prática
voluntária do pecado, não busca a santidade em Cristo e se acostumou a pecar,
este se engana a si mesmo ea verdade não está nele, pois nunca conheceu a
Cristo (1 Jo. 3:6).
Infelizmente é mais fácil taxar de legalista o autor deste
estudo do que fazer como os crentes bereanos e conferir, dentro do contexto,
cada passagem bíblica que citei aqui. Termino admoestando aos que tem ouvidos para
ouvir:
"Considerai,
pois, A BONDADE E A SEVERIDADE de Deus: para com os que caíram, SEVERIDADE;
mas, para contigo, a BONDADE de Deus; SE NELA PERMANECERES; doutra
sorte, TAMBÉM TU SERÁS CORTADO." (Rm 10:22)
A verdadeira graça de Jesus Cristo exige santidade do
agraciado! Esta santidade não é um mecanismo para o homem se salvar, não é a
causa de sua salvação (caso contrário não seria graça) e sim o fruto, a
conseqüência de uma vida já agraciada por Jesus Cristo! Nesse contexto, entendo
perfeitamente por que Tiago diz que a fé sem obras é morta!
Fé que não produz boas obras é uma fé falsa, originada de uma
"graça" desgraçada e anti-bíblica e, por isso, ineficiente para
salvar o pecador!
Por Emerson Vale


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