sexta-feira, 27 de setembro de 2013

SERVOS DO PECADO OU DA OBEDIÊNCIA?


Não é nova a errônea idéia de que a graça divina possa ser usada por alguns supostos cristãos como pretexto para continuar pecando. O Apóstolo Paulo, no capítulo 6 de Romanos, aborda essa questão com bastante preocupação, deixando muito claro que o fato de termos sido alcançados pela graça salvívica não pode ser usado como desculpa para permanecermos no pecado. No v. 1, ele indaga: "Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?".E, imediatamente, responde: "De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?"(v. 2).
Assim, não é possível aceitar que aquele que alega ter nascido de novo permaneça na prática dos mesmos pecados outrora cometidos antes de seu nascimento espiritual. De fato, isso não significa que não estejamos sujeitos a pecar. É claro que o cristão continuará exposto às tentações. Porém, Paulo esclarece que tais pecados não podem mais nos DOMINAR (v.14) do mesmo modo que antes de entregarmos nossas vidas a Cristo. E aqui, encontramos outro ponto interessante quando o Apóstolo faz um questionamento bem marcante. No v. 16, ele pergunta: "Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?"


Assim, entendemos que quando o homem abandona sua vida pecaminosa, ele deixa de ser servo do pecado, PORÉM, passa a ser servo da OBEDIÊNCIA a Cristo, ou seja, ele passa a ser livre DO PECADO, no entanto, isso não o isenta da permanência de sua condição de SERVO, mas agora DA JUSTIÇA (v.18). Isso significa que o crente não pode sair por aí dizendo que uma vez liberto e alcançado pela graça divina, isso faz dele um homem totalmente livre já que a graça supostamente cobriria todos os seus erros. De modo algum! Na verdade, o verdadeiro crente simplesmente TROCOU de SENHOR. Em outra época, ele servia ao pecado; agora, serve à justiça.
Infelizmente, está cada vez mais em voga essa falsa noção, amplamente difundida em nosso meio, de que ao aceitar o dom gratuito da salvação, o homem se torna livre para fazer o que bem entender. Porém, fica bastante explícito neste texto bíblico que para os que decidem continuar "apresentando seus membros à imundícicia e à maldade" (v.19), o salário oferecido é a MORTE (v.23), enquanto que para aqueles que optam por "servirem à justiça para santificação"(v.19), o prêmio é a VIDA ETERNA (v.23). 

Portanto, façamos nossa escolha, cientes de que, seja qual for nossa decisão, continuaremos a servir a algo ou alguém. O que vai fazer a diferença, de fato, é o SENHORIO que almejamos sobre nossas vidas. Sendo assim, a minha oração é para que escolhamos o Senhor que nos dê o melhor fruto, libertando-nos dos nossos pecados, mediante arrependimento e obedecendo ao único que é capaz de nos trazer a felicidade plena: o Senhor Jesus!


"Mas agora, LIBERTADOS do pecado, e feitos SERVOS de Deus, tendes o vosso fruto para santificação..." (v. 22). Será que vale a pena "crucificar nosso velho homem" (v.6), apresentando-nos a Deus "como instrumentos de justiça" (v.13) ou permaneceremos escravizados por nossos pecados crendo que assim a graça será mais abundante? 

Se escolhermos a segunda opção, deveremos responder ao questionamento inicial de Paulo: "Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?"(v. 2). Oxalá prefiramos ser "ESCRAVOS" de Cristo, pois a estes está prometido o maior de todos os galardões: "...e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna" (v.22).

Por Nívia Vale

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A LUTA DE PAULO CONTRA SAULO

 

Este valioso estudo foi retirado do livro "A Doutrina do Pecado" e achei muito interessante postá-lo aqui, uma vez que, lutar contra o pecado é um dever de todo salvo em Cristo Jesus. 

Ânimo, crentes agraciados em Jesus, apesar de não ser fácil, a graça de Deus nos capacita a vencer o pecado que há em nós. Glória a Deus por isso...Vejamos, abaixo, o intenso conflito da "nova criatura" em Cristo contra seu "velho homem" que a todo momento tenta renascer.

“Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois (eu, Saulo) não faço o que (eu, Paulo) prefiro, e sim, o que (eu, Paulo) detesto. Ora, se (eu, Saulo) faço o que (eu, Paulo) não quero, consinto com a lei (ou a vontade de Deus pra mim), que é boa. Nesse caso, na minha carne, não habita bem nenhum; pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. 

Porque (eu, Saulo) não faço o bem que (eu, Paulo) prefiro, mas o mal que (eu, Paulo) não quero, esse (eu, Saulo) faço. Mas, se (eu, Saulo) faço o que (eu, Paulo) não quero, já não sou (eu, Paulo)quem o faz e sim, o pecado (habita em mim, Saulo). Então, (eu, Paulo) ao querer o bem, encontro a lei de que o mal (Saulo) reside em mim. Porque, no tocante ao bem interior, (eu, Paulo), tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei (Saulo) que, guerreando com a lei de minha mente (o Paulo que tem prazer na lei de Deus), fez me prisioneiro da lei do pecado (Saulo) que está em meus membros. Desventurado homem (cristão) que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte”? (Romanos 7:24)

Paulo, então, descobre, depois de um certo tempo de experiência cristã, de amadurecimento e de crescimento de graça em graça, que poderia crucificar este seu “eu” (Saulo), sem a necessidade de ficar livre “do corpo desta morte”. Paulo descobre que NA GRAÇA DE CRISTO, ele pode dominar o pecado que está nele e não mais ser escravizado.

Vitorioso, agora Paulo pode dizer para Saulo:

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso senhor Jesus, pela qual O MUNDO ESTÁ CRUCIFICADO PARA MIM E EU PARA O MUNDO” (Gálatas 6:14).



Agora, Paulo descobriu que Saulo não terá mais domínio sobre ele...


“Por que o pecado NÃO TERÁ DOMÍNIO sobre vós; pois não estais debaixo da lei e sim da GRAÇA” (Rom. 6:14).


A verdadeira graça de Deus nos livra da escravidão do pecado, ao contrário do que muitos andam pregando por aí! Graças a Deus que nos dá a vitória sobre o pecado e estabelece sua justiça em nós, através dos nossos frutos! Amém!

Adaptado por Emerson Vale

EXISTE PECADO IMPERDOÁVEL?



É interessante notar como as escrituras sagradas tratam o pecado e, por conseguinte, seus efeitos devastadores sobre o homem. Nesse aspecto, eu gostaria de destacar três tipos de pecados que o Novo Testamento claramente expõe como PECADOS IMPERDOÁVEIS.

Antes que alguém por aqui se levante e me chame de herege, eu gostaria de pedir a todos os leitores deste texto que ponderem com profundidade nas questões levantadas por mim e, caso as critiquem, que o façam com uma crítica baseada e fundamentada numa exegese e hermenêutica sadias das escrituras sagradas e não no “achologismo” barato mesclado a uma pitada de falsa santidade e farisaica misericórdia.

O Novo Testamento identifica três tipos de pecados que são imperdoáveis, a saber:

·         A BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO:



Blasfemar contra o Espírito Santo é um pecado imperdoável. Aqui cabe salientar que o pecado de blasfemar contra o Espírito Santo não é uma ação isolada, mas sim uma atitude constante de rebeldia declarada, que determina um estado pecaminoso, uma oposição voluntária e militante, uma ação beligerante contra a obra de convencimento do pecado realizada pelo Espírito Santo.

“Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo NÃO SERÁ PERDOADA AOS HOMENS. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguémfalar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro” (Mateus 12:31-32).

Assim, apesar do sangue de Jesus Cristo nos purificar de todo pecado (1 João 1:7), esse “todo” deve excetuar o pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo, pois, tal pecado envolve o não arrependimento do pecador.
E por que? Seria o sangue de Cristo apenas uma ferramenta parcial para pagamento de pecados? Seria a graça de Deus aleijada?  É claro que não!
O que ocorre é que o ato de convencer cada ser humano de que este é um pecador é tarefa do Espírito Santo. Uma vez que o homem tem um endurecimento do seu coração para com esse Espírito (Deus), tal pessoa não poderá ser convencida de seu estado pecaminoso; se o tal não é convencido dessa separação de Deus, logo, este homem não poderá se arrepender de seus pecados, não poderá crer no sacrifício perfeito da cruz e assim, por conclusão, estará longe do alcance da graça divina em Cristo.

·         A APOSTASIA:


A apostasia da fé cristã é um pecado imperdoável. A palavra apostasia aparece duas vezes no Novo Testamento como substantivo (1 Tess. 2:3 ; 1 Tim. 4:1) e uma vez como verbo (Heb. 3:12). Essa palavra (no grego aphistemi) é definida como apartar, tendo os seguintes sinônimos: decaído, rebelião, deserção, abandono, retirada, ou, afastar-se daquilo que estava ligado anteriormente.
Para alguns teólogos e estudiosos a blasfêmia contra o Espírito Santo está ligada exclusivamente aos ímpios, enquanto que a apostasia é um pecado que pode ser cometido somente por quem já foi salvo pelo sangue de Cristo!
O indivíduo que se aventura por este perigoso caminho tem como característica de sua vida caída à negação ou rejeição do todo ou de parte dos ensinos originais de Cristo e dos apóstolos(1Tim. 4:1 ; 2 Tim. 4:3). A consequência inevitável deste pecado é o cristão se isolar do corpo de Cristo e do autor e consumador de nossa fé, Jesus Cristo, e voltar a ser escravo do pecado e da imoralidade que outrora o dominava (Mat. 23:25-28 ; Mat. 24:4 ; Rom. 6:15-23 ; Heb. 10:26).

“Porque é IMPOSSÍVEL que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e        RECAÍRAM, sejam outra vez renovadospara arrependimento; pois, assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus e o expõem ao vitupério” (Heb. 6:4-6)



Aqui o autor da carta aos hebreus deixa bem claro que é IMPOSSÍVEL o arrependimento dos que apostataram. Tal pecado se torna imperdoável justamente por que o pecador se priva de arrependimento, ficando, portanto, inalcançável pela graça divina! É regra que quem se apostata da fé cristã, agora, em seu estado de rebeldia, tem seu coração cada vez mais endurecido pelo pecado que voltou a dominá-lo (Heb. 13:8-13); normalmente tais homens são orgulhosos, arrogantes, presunçosos e amantes de si mesmos e rejeitadores dos caminhos de Deus (Heb. 3:10); acreditam que são donos exclusivos da verdade. Acostumaram a viver no pecado e não estão dispostos a abandoná-lo!

O pecado imperdoável da apostasia também não é uma ação isolada. O crente se apostata aos poucos, quando a realidade dos prazeres e confortos do mundo chegam a ser maiores que a esperança no reino celestial de Deus! Primeiro o Espírito Santo se entristece com o pecador (Ef. 4:30 ; Heb. 3:7-8); Seu fogo se extingue do coração desse cristão (1 Tess. 5:19) e o templo do Espírito Santo é profanado (1 Cor. 3:16). Finalmente, numa reação a ação de endurecimento do homem, o Espírito Santo se afasta daquele que antes era cristão (Rom. 8:13 ; 1 Cor. 3:16-17 ; Heb. 3:14).

Para os pregadores da libertinagem, disfarçada de uma graça falsificada, que é capaz de salvar o pecador não arrependido, cabe à lembrança de que o pensamento geral das escrituras sagradas é que Jesus salva o pecador arrependido “DO” pecado e não o pecador estacionado “NO” pecado.

·         O PECADO VOLUNTÁRIO:



O pecado voluntário de quem vive na prática do pecado também é imperdoável! O pecado voluntário é marcado pelo desdém, pelo menosprezo, pelo desprezo da obra salvadora de resgate do pecador concretizada por Jesus Cristo na cruz do calvário. É aquele pecado em que o cristão sabe que é pecado, tem consciência de que as escrituras condenam tal prática e ainda assim o pratica. Não é aquele pecado eventual a qual todos os cristãos estão sujeitos e que trás pesar imediato no coração daqueles que o cometem. O pecado voluntário é aquele em que o cristão se acostuma a pecar, fecha os ouvidos para as admoestações do Espírito Santo e caminha a passos largos para a apostasia total! Esses pecadores não levam mais em conta a pessoa de Cristo, sua obra salvífica e a importância de seu sacrifício na cruz do calvário. O desprezo e o escárnio são os sintomas mais evidentes desse pecado imperdoável (Luc. 23:11). Veja o que Jesus disse:

“E o servo que soube a vontade de seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado” (Luc. 12:47-48).



O escritor adverte claramente que conhecer a Jesus e depois desobedecê-lo com as obras más será digno de um maior castigo do que aqueles que não conhecem a vontade de Deus!

“Porque, se PERCARMOS VOLUNTARIAMENTE, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, JÁ NÃO RESTA MAIS SACRIFÍCIO PELOS PECADOS” (Hebreus 10:26)

O tempo verbal presente empregado neste texto indica persistência contínua e não ato isolado. O advérbio enfático, colocado em primeiro lugar, no texto grego, frisa que tal pecado é cometido deliberadamente por alguém que tinha encontrado a graça de Cristo e a vida eterna; mas que depois de ser seduzido pelo pecado, endurece continuamente seu coração, fazendo agravo ao Espírito da graça, isto é, ao Espírito Santo! O escritor aos hebreus é bem claro ao dizerpara aqueles que vivem na prática de pecados, ou seja, que pecam voluntariamente e sempre, que não resta sacrifício que justifique esses pecados costumeiros e não resistidos, mas consentidos. O fato de não restar mais sacrifício por este pecado voluntário e não resistido o torna um pecado imperdoável da parte de Deus!

Exemplos desse tipo de pecado podem ser facilmente encontrados nas vidas daqueles que, sabendo que as escrituras condenam tais atos como pecados, ainda assim, voluntariamente e continuamente vivem na prática:

-Do adultério; Da mentira;Do homossexualismo; Da fornicação; e muitos outros não listados aqui.

O Dr. F. W Grant observa que este “pecado voluntário” representa mais que um fruto da ignorância, sendo uma aberta oposição a Deus e a tudo o que é divino e santo. Não se trata de uma fraqueza da alma, mas de uma atitude obstinada de espírito. Deve ser esta a razão que para tais transgressores, “não resta mais sacrifício pelos pecados”, visto que voluntariamente se entregam à prática da iniquidade!

É interessante notarmos que esses três pecados imperdoáveis estão sempre ligados a uma resistência à influência do Espírito Santo de Deus. Quem blasfema contra o Espírito, não só ignora o chamado de Deus ao arrependimento, mas também, declara guerra ao Espírito Santo que conduz ao salvador! Quem se apostata da fé, deixa de ouvir o Espírito Santo de Deus, resistindo-Lhe e menosprezando o Filho de Deus e seu sacrifício de reconciliação com a humanidade. Do mesmo modo, quem peca voluntariamente, afasta-se de si mesmo o Espírito de Deus, até que este o abandone e não mais o leve ao único sacrifício que pode limpar a culpa da humanidade, nada mais restando ao pecador senão a condenação!

Neste ponto, torna-se bastante propícia a citação de São Tomás de Aquino em sua Suma Teológica, tomo V, onde ele apropriadamente diz:

“Quando se peca por debilidade, se peca contra o PAI; se por ignorância, contra o FILHO; e contra o ESPÍRITO SANTO quando se peca por malícia certa” (Suma Teológica, II, q.14, a.1).

Nessas palavras começa-se a compreender que no pecado contra o Pai (fraqueza) ou contra o Filho (ignorância), o pecador se deixa conduzir mais facilmente ao arrependimento, ao passo que quando se peca contra o Espírito Santo (malícia), o pecador desenvolve uma obstinação pelo pecado, e, portanto à recusa do perdão. Não é Deus quem não quer perdoar, mas o pecador quem não quer se arrepender e, consequentemente, ser perdoado! Assim, esses três pecados listados acima são imperdoáveis por causa do pecador obstinado em pecar e não por causa de Deus.

Tomás de Aquino continua:

“Aristóteles já classificava os pecadores em ignorantes (os que pecam por ignorância), incontinentes (os que pecam por paixão) e intemperantes (os que pecam por opção ou por malícia). Quem peca por ignorância ignora, embora culposamente, ser mau o que faz. Quem peca por paixão, sabe perfeitamente que o que faz é mau, mas não se apercebe momentaneamente desta malícia, ofuscado pelo ímpeto culposo da paixão. Quem peca por opção ou malícia, nem ignora nem deixa de ter consciência de que é mau o que faz; peca por cálculo, a sabendas, com premeditação e pleno conhecimento de causa; persegue o deleite do pecado, não por ter sido vencido, mas por que o escolheu”. (Suma Teológica, tomo V).

Não se engane, pois:



Que a graça de Deus e seu eterno amor nos preserve de cairmos em cada um destes três pecados que as escrituras sagradas chamam de IMPERDOÁVEIS! Amém!

Fonte: Livro A Doutrina do Pecado, CPAD


Adaptado por Emerson Vale!







ENTENDENDO A VERDADEIRA GRAÇA BÍBLICA



Infelizmente devemos reconhecer o fato de que a nossa conversão a Cristo não nos livrou da POSSIBILIDADE de pecar. No entanto, as escrituras sagradas fazem uma diferença muito clara entre o pecar e o VIVER EM PECADO. É muito importante discorrer sobre essa diferença para que não corramos o risco de interpretar erroneamente os textos sagrados. O cristão está sujeito a pecar e isso NÃO O IMPEDE de ser salvo. Mas, NÃO LHE É POSSÍVEL VIVER EM PECADO e, ainda assim, ser alcançado pela graça divina! Então, não enganamo-nos a nós mesmos: Temos pecado, mas o pecado já NÃO REINA EM NÓS!


“Não REINE, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que OBEDEÇAIS às suas paixões” (Rom. 6:12).

Apesar de o crente correr o risco de pecar, este pecado já não pode mais escraviza-lo.
Se o cristão vier a pecar, diz a escritura sagrada assim:

“Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que NÃO PEQUEIS. SE toda via alguém pecar temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo , o Justo” (1 João 2:1).

Observe que João NÃO AFIRMA que o cristão vive pecando, mas oferece o “remédio” (Jesus Cristo) contra o pecado, CASO ELE SURJA;“SE” o cristão pecar!
A Bíblia é bem clara ao declarar que para “um cristão” que se acostuma com o pecado, vivendo nele SEM ARREPENDIMENTO, o sacrifício de Cristo e sua graça já não o alcançam mais, tornando este pecador, caso morra neste estado, irreconciliável para com Deus. Aquele que VERDADEIRAMENTE nasceu de Deus (salvos pela graça), NÃO PODE VIVER NA PRÁTICA DO PECADO. Vejamos;

“Todo aquele que é nascido de Deus NÃO VIVE NA PRÁTICA DO PECADO; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse NÃO PODE VIVER PECANDO por que é nascido de Deus” (1 João 3:9).

O cristão nascido de novo, lavado pelo sangue de Jesus Cristo, CONHECEDOR DAS VERDADES das escrituras quanto àquilo que desagrada a Deus, se, desprezando a palavra de Deus, voltar a VIVER EM PECADO como antes de sua conversão, o sacrifício da cruz do calvário não pode mais perdoar seus pecados.



“Porque, se PERCARMOS VOLUNTARIAMENTE, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, JÁ NÃO RESTA MAIS SACRIFÍCIO PELOS PECADOS” (Hebreus 10:26).

É por isso que as escrituras falam tanto em SANTIDADE na vida do cristão. Afinal, fomos chamados, EM CRISTO, para as BOAS OBRAS e não para continuar escravo do pecado. Aqui cabe salientar que santidade NÃO É um meio para ser salvo, mas sim o resultado da vida do salvo.

“Pois, somos feitura dele, criados EM CRISTO JESUS PARA AS BOAS OBRAS, as quais Deus de antemão preparou PARA QUE ANDÁSSEMOS NELAS” (Ef. 2:10).

O VERDADEIRO CRISTÃO, apesar de estar sujeito a pecar no decorrer da sua caminhada cristã tende a se aperfeiçoar mais e mais e, como resultado desta santificação, dia após dia, não pode mais ser escravo do pecado e viver pecando, pois, JÁ CRUCIFICOU SUA CARNE com suas paixões e concupiscências.



“E, OS QUE SÃO de Cristo Jesus, crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” (Gál. 5:24).

Se, de fato, somos de Cristo, devemos condenar o pecado e não sermos cúmplices dele!

“E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas, antes, porém, REPROVÁI-AS” (Ef. 5:15).

É por isso que quem despreza esses mandamentos de santidade, VIVENDO NA PRÁTICA DO PECADO e, MORRE SEM SE ARREPENDER, CAIU DA GRAÇA E NÃO HERDARÁ O REINO DE DEUS.

Cabe aqui, mais uma vez, ressaltar que as boas obras NÃO SÃO A CAUSA de nossa salvação, mas A CONSEQUÊNCIA dela. Assim, quando Deus convoca e exorta os cristãos a fazerem boas obras é por que os tais JÁ SÃO SALVOS e não para que eles SEJAM SALVOS.

Esse é outro ponto que devemos ter muita atenção. Fazemos boas obras por que somos salvos e não para sermos salvos. As boas obras só são bem vistas diante de Deus DEPOIS de sermos libertos do pecado POR CRISTO; antes disso, são apenas trapos de imundície, uma tentativa vã e ineficiente de se alcançar a salvação que somente Cristo pode dar.

Quando Deus chama de trapos de imundice a justiça humana, ele está dizendo que SEM CRISTO o homem jamais poderia alcançar a justificação diante de Deus por seus próprios métodos. No entanto, EM CRISTO, devemos sim praticar boas obras que são os frutos de nosso arrependimento! É o que diz o texto abaixo:

“AGORA, porém, LIBERTADOS DO PECADO, transformados em servos de Deus, tendes o VOSSO FRUTO PARA SANTIFICAÇÃO e, por fim, a vida eterna” (Rom. 6:22).

Aquele que SABE que é pecado, e, ainda assim, VIVE NA PRÁTICA do adultério, da idolatria, da fornicação e outros pecados que o escraviza, TENDO CONHECIMENTO DA VERDADE DE DEUS QUE TAIS COISAS SÃO PECADOS, ao morrer nesses pecados, tal pessoa NÃO HERDARÁ o reino de Deus (1 Cor. 6:9-10).

Jesus Cristo e seu sacrifício nos salva DO pecado e não NO pecado. Depois de salvo pela graça (gratuitamente), é preciso viver em santidade! Quem VIVE PECANDO está CONDENADO!


“pois sabes que tal pessoa está pervertida, e VIVE PECANDO, e por si mesma ESTÁ CONDENADA” (Tito 3:11).

Todos temos pecado (natureza pecaminosa) e isso é um fato! A diferença, então, está em como cada cristão lida com o pecado em suas vidas. Alguns se acomodam em pecar. O pecado nas vidas desses não é um fato isolado e sim um ESTADO PERMANENTE, um costume consentido e não resistido. Tais pessoas passam a ser novamente escravas do pecado e assim inimigas de Deus!

“Por isso, o pendor da carne é INIMIZADE CONTRA DEUS...” (Rom. 8:7).

Assim, eu resumiria toda minha argumentação em 4 pontos, a saber:

1Somos salvos ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE pela GRAÇA DE DEUS, SEM OBRAS!


“Porque PELA GRAÇA sois salvos, mediante a fé e isso não vem de vós é dom de Deus; NÃO DE OBRAS; para que ninguém se glorie” (Ef. 2:8-9).

2DEPOIS DE SALVOS (e não PARA ser salvo; isso tem que ficar bem claro), os crentes são convocados à SANTIDADE (Heb. 12:14), através das BOAS OBRAS (Rom. 6:22), sendo-lhes PROIBIDO VIVER EM PECADO (Rom. 6:2). Vejamos:

“Segui a paz com todos e a SANTIFICAÇÃO, sem a qual NINGUÉM VERÁ A DEUS” (Heb. 12:14)
“...Como viveremos no pecado, NÓS QUE PARA ELE MORREMOS?” (Rom. 6:2)

3Se negligenciarmos a santidade em nossas vidas e voltarmos a ser escravos do pecado, VIVENDO NA PRÁTICA DELE, então cairemos na APOSTASIA e será IMPOSSÍVEL sermos salvos novamente.



“Porque é IMPOSSÍVEL que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e             RECAÍRAM, sejam outra vez renovados para ARREPENDIMENTO; pois, assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus e o expõem ao vitupério” (Heb. 6:4-6).

4Assim, concluo que não é porque estamos debaixo da graça divina que podemos continuar VIVENDO NO PECADO ao longo de nossas vidas, pois, a escritura diz:

“E daí? Havemos de pecar por que não estamos debaixo da lei, e sim da graça? DE MODO NENHUM!” (Rom. 6:15).

E porque não, pergunto? Por que a VERDADEIRA GRAÇA de Deus faz com DOMINEMOS o pecado em nós!

“Por que o pecado NÃO TERÁ DOMÍNIO sobre vós; pois não estais debaixo da lei e sim da GRAÇA” (Rom. 6:14).

É por isso que a criatura que VERDADEIRAMENTE foi atingida pela GRAÇA DIVINA manifesta esta graça com suas boas obras e não com uma vida DOMINADA pelo pecado. Graça que não transforma a vida pra melhor, que não se compromete com a santidade na vida daquele que a recebeu é uma FALSA GRAÇA, desconhecida pelo pensamento geral das escrituras. Deus nos salvou por sua própria vontade e sem que o homem precisasse fazer nada, pois, o homem SEM CRISTO não pode oferecer nada a Deus. No entanto, não somos mais escravos do pecado; fomos agraciados por Deus e, então, AGORA, COM CRISTO, podemos e devemos oferecer a Deus os frutos da graça divina em cada um de nós, ou seja, um modo santo de viver que mostre a nossa fé através das BOAS OBRAS!

“Por que assim como o corpo sem espírito é morto, A FÉ SEM OBRAS É MORTA” (Tg. 2:26).

Encerro esta participação citando novamente o texto de Hebreus 10:26 e fazendo alguns comentários sobre este:

“Porque, se PERCARMOS VOLUNTARIAMENTE, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, JÁ NÃO RESTA MAIS SACRIFÍCIO PELOS PECADOS” (Hebreus 10:26).

Observem que o escritor sagrado escreve esta carta PARA CRENTES, ou seja, pessoas já atingidas pela graça de Deus. Depois ele fala exatamente o que discorri acima; que se um salvo (se “nós” pecarmos) pecar VOLUNTARIAMENTE (continuamente, como um hábito de vida), depois de ter conhecimento da verdade (libertos por Cristo), ou seja, depois de ser salvo e atingido pela graça de Deus, esta graça perde o efeito na vida deste pecador, pois, “JÁ NÃO RESTA MAIS SACRIFÍCIO PELOS PECADOS”. Creiamos e tremamos diante desta verdade da palavra de Deus!

Graça e paz a todos! 


                                                                                                                       Por Emerson Vale!

QUE "GRAÇA" DESGRAÇADA É ESSA?


Denomino de "graça" desgraçada aquela "graça" não bíblica, fora de Jesus Cristo, inventada e disseminada por homens sem temor a Deus, que não se submetem às escrituras, que transtornam os pensamentos dos incautos e que desprezam o conhecimento de Deus (Rm. 1:28).

E por que chamo esta "graça" de desgraça? Por que esta graça é estranha ao evangelho revelado por Jesus Cristo; na verdade é outro evangelho e por isso é desgraçada!
As escrituras sagradas me mostram que a verdadeira graça divina não só é capaz de salvar o pecador de seus mais nefastos pecados, como também é capaz de livrá-lo da escravidão deste pecado.

"Por que o pecado NÃO TERÁ DOMÍNIO sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça." (Rm. 6:140)

Resumindo: O adúltero deixa de ser adúltero, o gay deixa de ser gay e etc... O verdadeiro agraciado não se deixa mais dominar por pecado algum; ele não se conforma em estar no pecado e a cada dia se parece mais e mais com Cristo; ele busca a santidade (Rm. 6:19). Ele é um pecador liberto da escravidão e o domínio do pecado (Rm. 6:22). Ele está sujeito a pecar, mas já não pode mais viver pecando!

Ora, o verdadeiro cristão está em ascendência, em novidade de vida(Rm. 6:4) e seus membros não podem mais ser escravos de baladas regadas a adultério e promiscuidade e sim instrumentos de justiça (Rm. 6:14). O verdadeiro cristão não se amolda a este mundo e nem tolera o pecado, antes, o condena com veemência (Ef. 5:11). E aqui ressalto aos que pretendem distorcer minhas palavras que condenar o pecado é bem diferente de odiar o pecador! (Jo. 8:11)

Se alguém foi verdadeiramente atingido pela graça bíblica, então, este alguém deve praticar boas obras sim, pois elas são o resultado (e não a causa) de todo agraciado (Ef. 2:10). "Cristão" que se diz agraciado mas que não têm mudança de vida, não crucificou sua carne, continua escravo dos seus pecados e não está mergulhado na verdadeira graça salvívica(Gal. 5:24).

O apóstolo Paulo chamou de maldito todo evangelho falsificado; eu continuo a chamar de desgraçada toda imitação da graça divina, que não salva ninguém e ainda mantém os incautos perdidos. "Graça" que não busca a santidade e que não vê diferença entre bem e mal não é a graça revelada por nosso senhor Jesus Cristo (Rm. 2:7-10).


Confesso que Deus encerrou a todos debaixo do pecado para também com todos usar de misericórdia (Rm. 11:32). É por isso que no final das contas só existem dois tipos de pessoas perante Deus: os pecadores salvos e os pecadores condenados.

A diferença entre eles é que o pecador salvo não se conforma com este mundo(Rm. 12:2) e nem se amolda ao pecado; ele nasceu de novo em Cristo (Rm. 3:24), foi liberto da escravidão do pecado (Rm. 6:14) e por isso não vive pecando (1 Jo 5:18). Ao mesmo tempo em que o pecador salvo condena o pecado (1 Cor. 1:5) ele não deixa de amar o pecador (1 Cor. 13:13). O pecador salvo entende que a santificação é um dever e não uma opção(Rm. 12:21); ele dá frutos e o crescimento espiritual é sua meta (Rm. 13:12-14). O pecador salvo não se alegra com o pecado e por isso diz a verdade do evangelho; não negocia com o pecado, ainda que tal postura possa trazer-lhe sofrimentos e inimigos(1Pe. 2:20).

Não estou dizendo que o pecador salvo não peca; isso seria tolice! O que a Bíblia me diz é que o pecador salvo, ao contrário do pecador condenado, faz a sua natureza pecaminosa morrer todos os dias (Col. 3:5-10); ele não vive pecando, apesar de estar sujeito a pecar. É por isso que quando peca, pode recorrer em alegria a seu advogado, Jesus Cristo (1 Jo. 2:1)

Infelizmente esse não é o caso do pecador condenado...

Esse se revoltou contra Deus a tal ponto que o próprio Deus o entregou à perdição (Rm. 1:28). Ele continua escravo do adultério, da fornicação, da lascívia, da mentira e de todos os pecados que o afastam de Deus. É por isso que o pecador condenado precisa inventar uma "graça" desgraçada para se esconder; uma "graça" que não busca santidade. Este pecador, ao contrário do pecador salvo, é inimigo declarado de Deus (Rm.8:7-8) e não tem lugar em seu reino (Ef. 5:5-6). Este pecador está condenado (Tito 3:11)justamente por que se acomodou em seu estado pecaminoso; vive no pecadovoluntário e por isso está além do alcance da graça salvadora de Jesus Cristo (Heb. 10:26). Para este pecador condenado, só lhe resta aguardar o castigo horrível de Deus (Heb. 10:27), pois este ultrajou o sangue da aliança em Cristo (Heb. 10:29).

Se alguém se diz cristão e, mesmo assim, permanece na prática voluntária do pecado, não busca a santidade em Cristo e se acostumou a pecar, este se engana a si mesmo ea verdade não está nele, pois nunca conheceu a Cristo (1 Jo. 3:6).

Infelizmente é mais fácil taxar de legalista o autor deste estudo do que fazer como os crentes bereanos e conferir, dentro do contexto, cada passagem bíblica que citei aqui. Termino admoestando aos que tem ouvidos para ouvir:

"Considerai, pois, A BONDADE E A SEVERIDADE de Deus: para com os que caíram, SEVERIDADE; mas, para contigo, a BONDADE de Deus; SE NELA PERMANECERES; doutra sorte, TAMBÉM TU SERÁS CORTADO." (Rm 10:22)



A verdadeira graça de Jesus Cristo exige santidade do agraciado! Esta santidade não é um mecanismo para o homem se salvar, não é a causa de sua salvação (caso contrário não seria graça) e sim o fruto, a conseqüência de uma vida já agraciada por Jesus Cristo! Nesse contexto, entendo perfeitamente por que Tiago diz que a fé sem obras é morta!

Fé que não produz boas obras é uma fé falsa, originada de uma "graça" desgraçada e anti-bíblica e, por isso, ineficiente para salvar o pecador!


Por Emerson Vale